Tobii e Trucorp: duas empresas criadas no início dos anos 2000 na Europa com trabalhos primorosos

Hoje falamos de duas empresas criadas na Europa no início dos anos 2000 que se destacam por levarem ao usuário o que há de mais moderno em suas áreas de trabalho: a Medicina e a Tecnologia Assistiva.

Tobii Dynavox

Tobii PCEye Plus

Tobii PCEye Plus

Fundada em 2001 em Estocolmo, Suécia, a Tobii Technology é a líder global em rastreamento ocular e uma empresa inovadora desde a sua fundação, criando ferramentas e soluções para diversos segmentos e necessidades, e proporcionando mais qualidade de vida a indivíduos com diagnósticos que tiram movimentos corporais e/ou a habilidade de comunicação pela fala e escrita. Recentemente a empresa tem investido em soluções de realidade virtual, segmento que também terá recursos de eye tracking (rastreamento ocular). Em 2014, a Tobii adquiriu a empresa norte americana Dynavox e assim sua divisão de Tecnologia Assitiva passou a ser chamada Tobii Dynavox.

E sobre a tecnologia assistiva da Tobii Dynavox, contamos com recursos para comunicação, alfabetização, autonomia e qualidade de vida de todos os seus usuários. A qualidade técnica da equipe de engenharia e projeto permite que os recursos atendam usuários com níveis e complexidades distintas de mobilidade e cognição. Saiba mais sobre o rastreamento ocular da empresa neste texto.

Somos distribuidores exclusivos da Tobii Dynavox no Brasil desde 2009.

 

Trucorp

Simulador avançado Trucorp de gerenciamento de vias aéreas e entubação nasotraqueal, endotraqueal e cricotireoidostomia

Simulador avançado Trucorp de gerenciamento de vias aéreas e intubação nasotraqueal, endotraqueal e cricotireoidostomia

A Trucorp foi criada em 2003, em Belfast (Irlanda). Ela surgiu da percepção de dois profissionais anestesistas na Queens University Belfast da necessidade de manequins e treinamentos mais realísticos para a melhor segurança do paciente. A empresa oferece soluções de treinamento para intubação; exame de fibra óptica; cricotireoidotomia; traqueostomia percutânea; broncoscopia; trauma torácico; ventilação e reanimação.

A Trucorp projeta, desenvolve e produz uma grande variedade de manequins anatomicamente precisos de adultos e crianças. Com este objetivo em mente, a empresa estabeleceu um novo padrão para os manequins simuladores de treinamento das habilidades em gerenciamento de vias aéreas. Os manequins de brônquios, por exemplo, apresentam detalhes anatômicos internos até os brônquios de 4ª geração, facilitando o manejo de vias aéreas completas e técnicas de broncoscopia.

Somos distribuidores da Trucorp no Brasil desde 2011.

Duas empresas criadas em períodos muitos próximos na Europa, que se destacam por oferecerem o que há de mais moderno em suas áreas de trabalho. E que, com isso, ajudam a proporcionar o melhor possível para seus usuários.

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A Arte e suas muitas funções: duas empresas inglesas de setores completamente diferentes que têm a Arte como um ponto-chave

A Arte está no mundo desde muito antes do que conseguimos lembrar. Desenho, Música, Atuação… ela tem funções muito mais importantes do que às vezes pode parecer. Já falamos aqui, por exemplo, da Musicoterapia: área holística da medicina que comprovadamente ajuda na melhora em diversos diagnósticos.

Hoje destacamos duas empresas, ambas fundadas na Inglaterra, que atuam em setores completamente diferentes mas que têm a Arte como um ponto-chave.

 

Limbs & Things 

Torso de palpação abdominal (Limbs & Things)

Criada em 1990 na Inglaterra, a Limbs & Things tem como fundadora a ilustradora médica* australiana Margot Cooper. Após mais de duas décadas trabalhando em hospitais neste país – e com as mudanças na Educação Médica e subsequente necessidade de métodos mais aprimorados para treinamento dos profissionais da Saúde, Margot criou a Limbs & Things. Uma presença física das ilustrações tão importantes no treinamento dos profissionais da área.

Com o objetivo de desenvolver e fornecer sistemas de treinamento ‘mão-na-massa’ para aprimoramento de habilidades de profissionais e estudantes de Medicina, a Limbs & Things fabrica modelos que são reconhecidos internacionalmente por sua precisão anatômica.

Sua gama de produtos, assim, ajuda a proporcionar mais competência e confiança nas práticas de clínica e cirurgia.

Somos distribuidores da Limbs & Things desde 2010 e fornecemos os manequins simuladores para treinamento das habilidades médicas e de enfermagem para universidades em todo o Brasil.

 

Santoro 

All These Words - parte da coleção Gorjuss (Santoro)

All These Words – parte da coleção Gorjuss (Santoro)

Os designers Meera e Lucio Santoro criaram a Santoro em 1984. A empresa londrina de acessórios de design logo recebeu reconhecimento do estúdio 20th Century Fox para criar uma coleção baseada em ícones de Hollywood. Alguns anos depois, ficou mundialmente conhecida por seus cartões inovadores em 3D Swing Cards®, que receberam diversos prêmios de criatividade e inovação.

Em 2010 a Santoro lançou a linha Gorjuss, que produz acessórios como bolsas, mochilas, carteiras e outras peças de uso diário com designs únicos e boa qualidade, que hoje são vendidos em mais de 50 países.

Somos representantes exclusivos da Santoro no Brasil desde 2016 e distribuímos as linhas Gorjuss e Mirabelle – entre outras.

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▷Ambas as empresas, apesar de atuarem em setores completamente diferentes, têm um ponto central em comum: a Arte. Este é um dos exemplos que nos mostram que a arte pode estar até onde não notamos. E que, sem dúvidas, pode ajudar a melhorar a qualidade de vida do indivíduo. De maneira específica: por sua aplicação científica e médica; ou subjetivamente, com objetos que além de serem úteis, ajudam a alegrar o cotidiano.

 

*O que é Ilustração Médica?

É uma profissão que existe há mais de dois milênios e que requer conhecimentos avançados de Medicina e Comunicação Visual – além de avançada habilidade de ilustração. Algumas fontes mencionam o início desta profissão em algum momento por volta dos séculos 4 e 3 aC. Hoje estes profissionais dispõe também de tecnologias de ponta em computadores para criar tais ilustrações. Em 1911, foi criado nos Estados Unidos o primeiro departamento e curso de Artes Aplicadas à Medicina, presidido pelo alemão Max Brödel, ilustrador médico que é reconhecido por desenvolver novas técnicas que contribuíram para o avanço desta profissão.

Até a próxima!

 

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Duas empresas japonesas que nasceram no período de reconstrução pós-guerra para atender às necessidades do mercado local, e hoje são referências mundiais em simulação

O setor de simulação médica para treinamento de alunos e segurança do paciente conta mundialmente com a grande contribuição de duas empresas fundadas no Japão, há mais de meio século. Conheça-as no texto a seguir:

 

Kyoto 

Fundada em 1948 no Japão, a Kyoto originou-se como uma divisão da Shimadzu Corporation, criada em 1875 por Genzo Shimadzu Sr.. Desde seu surgimento, a empresa vem contribuindo com instituições médicas e educacionais e tem como objetivo continuar atendendo às necessidades destes setores, que essencialmente requerem treinamentos eficientes para o rápido avanço da tecnologia em saúde.

Simulador Phantom usado no curso de Radiologia do Senac Campinas

Simulador Phantom usado no curso de Radiologia do Senac Campinas

Somos distribuidores da Kyoto no Brasil há mais de 10 anos. Comercializamos a linha completa de Simuladores Avançados em Simulação Médica e a linha de Phantoms para o treinamento completo das técnicas de Raio X e Ultrassom.

Ano passado, o Blog Civiam realizou uma entrevista com o Senac Campinas, onde são ministrados cursos técnicos em Radiologia que usam um Phantom de Raio X. Na ocasião, a docente coordenadora do curso, Ana Paula Azevedo, nos explicou sobre a diferença no treinamento dos alunos com este equipamento. Leia aqui.

 

Koken

Empresa fundada em 1959, também no Japão, a Koken tem como objetivo constantemente encontrar caminhos para melhorar e enriquecer a qualidade de vida das pessoas na área médica. Uma das linhas que desenvolve é dedicada a simuladores para treinamento das habilidades médicas e de enfermagem.

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Simulador avançado Koken para treinamento e prática de Versão Cefálica Externa (VCE)

Somos distribuidores exclusivos destes produtos Koken no Brasl desde 2007. Em toda a linha de manequins simuladores, a empresa tem como grande diferencial a textura da pele de seus simuladores que são consideradas as mais realistas do mercado e que contribuem para dar mais realismo e eficácia aos treinamentos e simulações.

As duas empresas são conterrâneas e já foram fundadas há mais de meio século. Desenvolveram-se para atender às necessidades do mercado japonês, expandindo para o mundo na década de 90. Vale lembrar que o Japão, no período pós-guerra que iniciou-se no final dos anos 40, estava passando por grandes dificuldades e precisava se reconstruir. Apesar deste período difícil, a nação obteve ajuda externa e, desde antes da guerra, já se destacava por ter um sistema educacional bastante conceituado, que formava profissionais qualificados em diferentes setores que foram importantes em sua reconstrução, incluindo a ciência e a indústria. Nos anos que se seguiram, o Japão se recuperou financeiramente de maneira tão positiva que este período é também conhecido como ‘o milagre econômico japonês’.

Até a próxima!

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Simulação Médica e Veterinária – treinamentos mais detalhados e evoluções para o bem coletivo

Conforme mencionado no texto anterior aqui do Blog Civiam, nossas áreas de atuação são Simulação Médica e Veterinária e Tecnologia Assistiva. No setor de simulação, representamos algumas empresas que estão realizando trabalhos muito relevantes na formação de novos profissionais da Medicina, na segurança do paciente e na evolução das pesquisas médicas. 

Neste texto, destacamos duas delas:

CAE Healthcare (Canadá)

Empresa fundada em 1947 no Canadá, a CAE era então chamada de Canadian Aviation Electronics Ltd.. Mundialmente respeitada por seus sistemas de treinamento e simulação para aviação civil, a empresa passou por inovações e incluiu, algumas décadas depois, uma área de simulação médica, com a qual tem o objetivo de aprimorar a educação clínica e a segurança do paciente. Para tanto, desenvolve tecnologias de aprendizagem inovadoras para a educação em saúde.

 

Simulador de paciente de alta-fidelidade

Simulador de paciente de alta-fidelidade

A CAE Healthcare apresenta soluções exclusivas em simuladores de pacientes de alta-fidelidade; simuladores cirúrgicos com háptica; simuladores para intervenção e imagem de ultrassom e soluções audiovisuais. Ferramentas educacionais que ajudam os profissionais de saúde a fornecer cuidados de saúde seguros e de alta qualidade.

Somos distribuidores exclusivos da CAE no Brasil desde dezembro de 2010.

Rescue Critters (EUA)

Fundada em 1998, a empresa de simuladores veterinários Rescue Critters foi criada inicialmente para preencher o vácuo que percebiam da escassez de simuladores veterinários para treinamento de primeiros socorros em animais. Na sequência, começaram a desenvolver manequins de animais para contribuir no desenvolvimento das habilidades dos estudantes de Medicina Veterinária.

Simulador canino de bandagem e primeiros socorros

Simulador canino de bandagem e primeiros socorros

A Rescue Critters tem também como bandeira a importante e urgente missão de diminuir a prática de pesquisas em animais vivos – ao mesmo tempo em que ajuda a promover treinamentos e pesquisas mais minuciosos.

Somos distribuidores da Rescue Critters no Brasil há mais de dez anos.

Nas próximas semanas destacaremos outros parceiros de trabalho que, cada um em sua área, contribuem positivamente para o bem comum e/ou a melhor qualidade de vida do indivíduo. Até lá!

 

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Civiam – desde 1964: uma linha do tempo com marcos da trajetória da empresa

Este é o primeiro texto próprio que postamos aqui no Blog Civiam em 2018. A publicação anterior é a tradução de um conteúdo que consideramos bem importante – o que já fazemos há alguns anos com textos que consideramos importantes: traduzir e colocar no blog. Gostamos muito de falar sobre assuntos relacionados diretamente ao universo dos produtos com os quais trabalhamos, por meio também de entrevistas e artigos – nossos; mas nem sempre falamos especialmente sobre isso. Meio ambiente; belos exemplos em favor do coletivo ou qualquer coisa dentro da casa onde vivemos – o Planeta Terra – pode ser assunto por aqui.

E o texto de hoje é sobre a própria Civiam – que completa 54 anos no próximo semestre.

Ela foi fundada em 1964, pela vontade um jovem empreendedor de ter seu próprio negócio e assim obter seu meio de vida. A Civiam inicialmente focou suas representações comerciais em equipamentos esportivos e materiais pedagógicos. Hoje, suas áreas são Simulação Médica e Veterinária e Tecnologia Assistiva.

A oportunidade de fornecer máquinas de escrever em braille para pessoas com deficiência visual, em 1972, deu início ao que se tornaria uma das mencionadas especializações da empresa: produtos de Tecnologia Assistiva – quaisquer objetos ou dispositivos dedicados à melhoria da qualidade de vida de pessoas com deficiência.

Preparamos uma linha do tempo com marcos das décadas que se seguiram:

1964: Fundação. 

1970 - escritório residencial

1970

1970: Escritório residencial. Nesta época, especialização em materiais esportivos e pedagógicos.

 

 

 

 

 

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Anos 80: Esporte como carro-chefe

Anos 80: Esporte como carro-chefe. Início da representação de modelos anatômicos para o estudo da Medicina; o que se tornou uma especialização da empresa. Este setor hoje, com o crescer da tecnologia, se tornou um setor de simulação médica e veterinária, e conta com recursos de mesas interativas de alta tecnologia.

 

 

 

 

 

 

Participações em congressos e feiras (2008)

Início dos anos 90Primeiras participações em congressos e feiras.

Primeiras participações em congressos e feiras

Participações em congressos e feiras nos dias atuais

 

 

 

 

 

 

 

 1999: Início da prestação de serviços de impressão em Braille

1999: Início da Gráfica Braille

1999: Início da Gráfica Braille

 

Impressão de cardápios; apostilas; etiquetas; folhetos, etc.

 

 

 

 

 

 

Robô simulador CAE para o estudo de Medicina

Robô CAE de Simulação Médica

2005: Representação dos robôs de Simulação Médica.

 

 

 

 

 

2009: Parceria com a empresa TobiiDynavox para a distribuição de dispositivos de Tecnologia Assistiva por rastreamento ocular. 

 

2012: Inauguração do Blog Civiam. Espaço para entrevistas com especialistas; usuários de produtos com os quais trabalhamos e profissionais das mais diferentes áreas sobre assuntos relevantes. Publicação de textos traduzidos relacionados ao universo da empresa – e outros conteúdos.

2016: Começo das vendas via e-commerce pela Loja Civiam.com.br.

Mesas Interativas Body Interact

Mesas Interativas Body Interact

2017: Distribuição das mesas interativas de alta tecnologia para aprendizagem de estudantes de Medicina e Enfermagem.

 

Arte de um cartão de Natal enviado pela Civiam.

Arte de um cartão de Natal enviado pela Civiam.

 

 

 

 

Arte de um cartão de Natal enviado pela Civiam. Aproveitamos para agradecer aos colaboradores, parceiros e clientes – e desejar a todos um caminho de Paz e Bons Frutos.

 Até a próxima!

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Dez dicas para preparar uma criança para o aprendizado de braille

traduzido de: http://www.perkins.org/stories/ten-tips-to-prepare-your-child-to-learn-to-read-braille

Mesmo antes de aprender a ler, existem passos que pais e mães podem dar para preparar uma criança.

por Charlotte Cushman

Aprender a ler, na verdade, começa no nascimento. O processo inclui o desenvolvimento de conceitos cognitivos básicos; habilidades motoras; linguagem e comunicação – e mais. Além disso, crianças que vão aprender a ler em braille precisam desenvolver suas habilidades motoras finas e distinção tátil. Abaixo, dez dicas para iniciar este processo.

  1. Proporcione à criança muito acesso ao braille em todos os lugares
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Uma vez que aprendem braille, as crianças podem conhecer o prazer da leitura independente. Foto de: Anna Miller

Lembre-se de que crianças sem deficiência visual vêem milhões de palavras antes de começarem a ler. Textos estão por todos os lados: em caixas e embalagens de comida; em shampoos e pastas de dentes; lojas e na TV. Também nos jornais, revistas, livros, cartas, computadores, anotacões, etc. Agora pense em quanta prática e exposição uma criança que enxerga tem antes de receber educação formal para se alfabetizar… É essencial se oferecer o máximo de exposição ao braille possível no cotidiano da criança cega. Objetos da casa devem receber um etiqueta em braille, e é importante que a criança tenha muito material de leitura inicial disponível.

2. Proporcione muita prática no desenvolvimento de habilidade motoras finas e de uso das mãos

Estimular a criança a abrir e fechar diferentes tipos de caixas, e fechar e abrir roupas (botões, zíperes, etc). Convide-a a ajudar com o preparo de uma refeição: mexer na panela, preparar medidas, despejar ingredientes… Apesar de isso não parecer importante para aprender a ler, é importante.

  1. Peça para separar, combinar e categorizar itens…

…de diferentes tipos de materiais: botões; feijões; castanhas; moedas. Pode ser qualquer coisa, desde que a criança perceba a diferença entre cada um. Peça para separar, por exemplo, por tamanho, formato, consistência… Certifique-se de preparar esta tarefa com espaços separados para se colocar os objetos e com um espaço de trabalho organizado. Moedas misturadas podem ser colocadas em um prato grande, por exemplo, e depois de separadas, um tipo pode ir para uma tigela à direita e o outro para outra tigela, à esquerda. A criança não precisa entender o valor monetário das moedas neste momento, mas reconhecer a diferença em tamanho e as diferenças táteis.

4. Estimule a prática de contar histórias e sequenciar eventos

Decodificar o braille é apenas parte do processo de aprender a ler. O desenvolvimento da linguagem também é importante. Peça para a criança contar o que fez hoje. Peça para nomear cinco coisas que foram compradas no mercado. Pergunte o que fez na escola ontem; ou o que foi a primeira coisa que fez após acordar. E o que aconteceu depois disso? O que fez antes de ir para a cama?

5. Ajude no entendimento de posições; direção e orientação

Proporcione práticas com conceitos posicionais como pra cima e pra baixo; acima e abaixo; na frente, atrás, próximo; no topo, no meio e no fundo; à esquerda, direita, no meio. Peça para a criança mostrar estas coisas com relação a ela mesma: “coloque o copo na mesa atrás de você”, por exemplo. Depois peça para executar estas tarefas com dois objetos: “coloque o livro em cima do prato”. Peça para mostrar estas posições em uma página: o lado esquerdo do topo da página, por exemplo, e assim por diante.

6. Pratique contagem

Conte coisas naturalmente durante o dia. Conte o número de camisetas no cesto de roupas, o número de garfos na pia, a quantidade de passos de um local até o outro. Conte quantas pessoas vão sentar-se à mesa para o jantar. Em seguida conte as cadeiras e os talheres. Coloque um prato em cada lugar e um copo para cada prato. Pergunte à criança quantos itens existem em cada kit. Por exemplo: dê oito colheres e pergunte quantas colheres são. Depois dê uma quantidade maior de itens do que será usado, e peça para separar a quantidade correta. Um exemplo é dar 10 nozes e pedir para separar seis delas.

7. Proporcione oportunidades para aumentar a diferenciação tátil

Crie livros táteis para que seu filho/filha conheça itens diferentes. Abaixo, algumas sugestões e ideias (em inglês, porém com imagens autoexplicativas)

Em seguida, proporcione à criança uma prática mais formal, ao escrever várias letras iguais em braille com apenas uma diferente. Sugestão: você pode escrever em braille uma linha assim: a, a, a, a, a, l, a, a, a. Peça para a criança para encontrar a letra diferente. Escreva o nome dele/dela e coloque uma palavra diferente no meio; pedindo para encontrar tal palavra, da mesma maneira exemplificada com as letras.

8. Crie histórias baseadas na experiência da criança

Sugira à criança ditar uma história sobre um acontecimento. Escreva o que ela diz e faça a versão em braille. Em seguida, peça-a para ler em voz alta com você repetidas vezes. Isso a ajudará a entender que o código braille está associado com significado, e que cada palavra em braille em uma página corresponde a uma palavra falada. Esta também é uma maneira de motivá-la a criar seus próprios livros.

9. Encoraje a criança a escrever “rascunhos” em braille

Ler e escrever andam juntos quando se está desenvolvendo a alfabetização. Crianças que enxergam praticam fazer “rascunhos” com lápis de cor e outras coisas antes de começarem a escrever de verdade. De maneira similar, crianças que estão aprendendo braille precisam praticar marcas no papel usando uma máquina de escrever ou uma reglete com punção.

10. Escreva todos os dias! 

Iniciamos este texto sugerindo que sua filha/filho tenha muito contato com o braille por toda a casa e em todos os ambientes onde for possível. É também muito importante ler histórias para a criança todos os dias. O contato com o braille é muito importante de maneira geral, mas é tão importante quanto isso, que a criança entenda que o braille é um código para a língua falada. Ouvir histórias em voz alta é uma ótima maneira de iniciar este processo – e inspirar um amor pela leitura que dure por toda a vida.

 

Charlotte Cushman é criadora de conteúdo web e gerente na
Perkins’ Training and Educational Resources Program (TERP).

 

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Gratidão – um sentimento universal que faz bem à saúde.

Como ela é vista na Índia? Como é celebrada no Japão?

Desde 1965 celebra-se, em 21 de setembro, o Dia Mundial da Gratidão. Esta data passou a fazer parte do calendário de cada vez mais países depois de um encontro de pessoas de diferentes partes do mundo, no Havaí, onde se decidiu que seria bom ter um dia especial todos os anos para pensarmos nisso.

A gratidão é um sentimento. Diferente de agradecimento, que pode ser algo mais formal, como parte de regras de boa convivência social, e não necessariamente genuíno.

crédito da imagem: MDR

crédito da imagem: MDR

É nos sentirmos felizes por (grandes) pequenas coisas do cotidiano. Reconhecermos que há coisas boas no mundo. Mesmo que nem sempre sejamos nós os recipientes diretos delas. É sabermos que não há garantias e entendermos a vida pelo que realmente é. Um presente. A cada dia. Com a boa saúde; com o lar que habitamos; a família e amigos que estão (fisicamente ou não) perto, com amor. E tudo o que faz seguirmos em frente. A própria gratidão coloca mais qualidade na vida de qualquer pessoa. Inibe a estagnação. E além: um estudo de 2015 publicado pela American Psychological Association (aqui, em inglês) concluiu que sentir gratidão e reconhecer este sentimento resultam em melhora na saúde mental e física de pacientes com insuficiência cardíaca assintomática.

Outro estudo (também em inglês) mostra que adolescentes que aprenderam a sentir gratidão desde cedo têm mais chances de uma vida feliz, com maior capacidade de ver o lado positivo das coisas – e menor possibilidade de abuso de drogas e outros problemas.

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Kinro Kansha no Hi, o Dia de Ação de Graças japonês. Ilustração de Dionnie Takahashi.

Ao redor do mundo, países têm suas próprias datas e maneiras de celebrar a gratidão. Por boa parte do globo terrestre, ela vem com um abraço, ou uma mensagem carinhosa; uma homenagem, um presente. Mas na Índia, por exemplo, pressupõe-se que quem tem parentes e amigos próximos com certeza terá apoio para o que necessitar, caso necessite. E, por isso, a cultura de lá traduz que não devemos verbalizar a gratidão para pessoas próximas. Caso contrário, as tratamos como desconhecidas.

No Japão comemora-se, em 23 de novembro, o ‘Kinro Kansha no Hi’, ou o ‘Labour Thanksgiving’, que é um dia de Ação de Graças mais direcionado ao resultado do trabalho de um ano inteiro, e aos frutos que isso gerou. Com algumas mudanças em sua concepção, a data é comemorada há séculos – e algumas pesquisas dizem que há mais de dois milênios.

A gratidão, aliás, não é sentimento exclusivo dos humanos. Constatação comum de quem adotou animais abandonados, que outrora estavam à mercê de violência nas ruas, é que o comportamento destes bichinhos frequentemente demonstra gratidão pelo resgate. E é isso mesmo.

Sejamos gratos.

Até a próxima!

 

 

 

 

 

 

 

 

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De onde vêm os idiomas falados pelo mundo? Um pouquinho sobre a história do que se fala nos países do globo terrestre

De quantos filmes ou séries que você já assistiu, e gostou, você consegue se lembrar agora? Livros? Será que neste acervo há alguma obra que foi originalmente escrita em outro idioma? É certo que hoje em dia o inglês é o idioma mais popular no mundo. Mas a língua inglesa era muito diferente em seu início. E, apesar de parecer tão diferente de idiomas como, por exemplo, o alemão ou o sueco; estas línguas e grande parte das outras têm uma origem em comum. Um idioma-matriz.

O texto de hoje é para falar um pouquinho, em Português Brasileiro, das famílias linguísticas – com uma pitada de especulação quanto às suas origens, uma vez que não há registros suficientes nem para que os grandes pesquisadores cheguem a uma conclusão definitiva.

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Árvore genealógica dos idiomas indo-europeus e urálicos. Ilustração de Minna Sundberg.

Mas há um consenso, após séculos de pesquisas, de que a maior parte dos idiomas e dialetos existentes no mundo hoje tem origem indo-europeia, bastante espalhados pela Europa e Américas, e também pela Ásia e Oceania – e um pouco da África.

Outra porção porém, menor, de vernáculos usados no mundo – especificamente no continente europeu, deriva do urálico: finlandês; húngaro e estoniano – dentre outros.

A colonização é uma das principais responsáveis pela distribuição e ramificação dos idiomas indo-europeus pelo mundo, claro. O continente africano recebeu esta influência mas também representa uma das maiores variedades de línguas e dialetos próprios. Tão grande, que os idiomas africanos são separados em quatro grupos: afro-asiáticos, khoisan, nilo-saarianos e nigero-congoleses, em um total de cerca de dois mil.

Quanto às origens e à época do surgimento do indo-europeu: aqui está o ponto onde a controvérsia é maior. Alguns estudos dizem que ele apareceu entre 5000 e 3000 aC, nas estepes acima do Mar Negro. Outra teoria diz que o indo-europeu começou a ser falado há mais de nove milênios na Anatólia (hoje parte da Turquia).

O idioma urálico mais certamente veio, conforme seu nome, dos Montes Urais, região que fica dentro da Rússia.

 

Inglês é a língua mais falada hoje?

Não. Apesar de ser a mais popular, conforme mencionado no início do texto, mandarim é o idioma mais falado no mundo, por ser a língua nativa da China, o país com maior população do globo terrestre. No decorrer de milênios de história, outros idiomas usados por grupos menores foram extintos pelo mundo.

Curiosidade: o idioma basco, do País Basco, é uma exceção das árvores genealógicas linguísticas: ele é considerado um idioma isolado. Ou, pelo menos, de origem desconhecida – não tem ligação com nenhum dos grupos linguísticos estabelecidos.

No Brasil, não se fala apenas português. Existem cerca de 180 idiomas indígenas por aqui. E até mesmo da época de nossos avós para os dias atuais, podemos reparar que já ocorreram mudanças nas grafias de algumas palavras; alguns termos caíram em desuso, e outros não. Idiomas estão em constante mutação, e de certa forma marcam época. Mas é muito enriquecedor conhecer o máximo possível de tudo isso.

Há muito mais o que ser falado sobre este assunto. É realmente um tema que tem muitas histórias, lendas, teorias e suposições em sua órbita. E, como li em algum lugar, somente uma máquina do tempo para nos esclarecer tudo. Mas é fascinante saber que, em tanta multiplicidade, há muito mais semelhanças do que às vezes entendemos.

E, enfim, quantas línguas são faladas hoje? Segundo um estudo da Ethnologue (em inglês), um pouco mais de sete mil!!!

Até a próxima!
Tot volgende keer!

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Musicoterapia: trilha sonora como meio de aprimorar a qualidade de vida – entrevista com Vinícius Kolansky Rocha Bitencourt

“A música faz parte da nossa formação como pessoa desde o útero”, por isso, explica Vinícius Kolansky Rocha Bitencourt, ela é um bom recurso para se trabalhar a questão da identidade.

crédito da imagem: Michael Rossato-Bennett

Ou seja: cada um tem seu gosto musical, mas é raríssimo encontramos alguém que não goste de música – com mais ou menos intensidade. Por meio das trilhas sonoras da vida, já choramos; ficamos felizes; sentimos saudades; sonhamos; ‘expulsamos’ os problemas cantando alto; pulando, enfim… Alguém aí se identifica?

Vínicius, 24, é psicólogo e pós-graduando em Musicoterapia – profissão que começou a tomar forma em meados dos anos 40, após a Segunda Guerra Mundial, para ajudar a alegrar os combatentes hospitalizados. Ele explica mais: “Musicoterapia é o uso da música e seus elementos (ritmo, melodia, harmonia e som) como fios condutores de um processo terapêutico. Diferentemente do uso da música pontualmente por outros profissionais da saúde, o musicoterapeuta irá utilizar a música como principal canal de comunicação. Sua finalidade é a saúde integral, sendo, portanto, uma disciplina holística e interdisciplinar por natureza. Os objetivos podem variar a depender do público. Por exemplo, em casos de Parkinson, a marcha (caminhar consistente) costuma ser uma das principais metas, já no autismo o vínculo por si só já é uma meta. Mas quem vai nos dizer qual a necessidade do paciente é ele próprio”.

O profissional conta também sobre o efeito da música como meio de ativar memórias até mesmo de pessoas com Alzheimer: “A explicação para isso está na forma como a música é processada no cérebro. Quando se observa por imagem o cérebro no momento em que uma pessoa fala, as regiões mais ativas são a área de Broca e a área de Wernicke, porém quando se observa o cérebro de uma pessoa ouvindo a um concerto ou tocando um instrumento, existem inúmeras áreas ativas. Ou seja, a música não tem uma área especifica – ela está por praticamente todo o cérebro. Por essa razão, as músicas que marcaram a vida estão entre as últimas coisas que uma pessoa com Alzheimer esquece”. No entanto ele enfatiza que o alcance disso, embora significativo, é limitado, e que o Alzheimer é uma doença degenerativa ainda sem cura conhecida.

Então, atenção! Como a música está diretamente relacionada à memória afetiva (Kolansky explica que existem efeitos consideráveis no sistema límbico, ou seja, no campo das emoções); ela pode exercer efeito contrário ao desejado. “São os chamados efeitos iatrogênicos. Por este motivo, antes de atender uma pessoa e no decorrer dos atendimentos, o musicoterapeuta deve conhecer bem a história sonora e a história pessoal de seu paciente. Parece simples apenas colocar uma música para o paciente ouvir, mas a audição musical é uma das técnicas que mais requerem cuidado, pois ela pode ter efeitos desastrosos se mal utilizada”.

Nem sempre sabemos o motivo de uma música nos deixar com raiva, tristes ou outra coisa; mas isso é assunto muito sério quando se fala em musicoterapia.

Formação e Tipos de Atendimentos
Hoje ainda existem poucos cursos de musicoterapia no Brasil, que estão disponíveis via bacharelado ou pós-graduação. Neste link, alguns cursos pelo país.

O psicólogo e pós-graduando em musicoterapia Vinícius Kolansky

O psicólogo e pós-graduando em musicoterapia Vinícius Kolansky

Há diversas maneiras nas quais um profissional da área pode trabalhar. Com atendimentos clínicos/hospitalares – com pessoas nos mais diversos diagnósticos, dentre os já citados e às vezes em parceria com profissionais de outras especialidades, por exemplo. Também em enfoques sociais, onde a música é um energizador, trazendo pulsão de vida, de maneira a ajudar o indivíduo a se comunicar com o mundo externo; e com atendimentos de psicoprofilaxia (desenvolvimento das potencialidades, com finalidades profissionais e sociais). Dentre outros.

Uma boa notícia para o crescimento da musicoterapia no Brasil é que este ano o Ministério da Saúde a incluiu (junto a outros 13 procedimentos) na Política Nacional de Práticas Integrativas (PICs) do SUS. Portanto, este tratamento passou a ser oferecido também pela rede pública de saúde. Leia aqui.

 

Alguns Fatores Relevantes

desenho de autoria desconhecida

desenho de autoria desconhecida

Na musicoterapia, podem existir diferenças quanto ao efeito da música do ponto de vista de quem ouve e de quem toca um instrumento. “Quando a pessoa está tocando ela tem a possibilidade de se expressar de forma singular. Mas é claro, a audição musical tem suas vantagens também. E existem alguns estudos que afirmam que o corpo caloso (região responsável por ligar um hemisfério do cérebro ao outro) de músicos profissionais é mais desenvolvido do que o corpo caloso de não-músicos”, diz Vinícius Kolansky.

Música Ao Vivo ou Gravada? As duas. Estudos afirmam que a música ao vivo tem mais capacidade de captar a atenção e engajamento do paciente. “Para mim, isso ocorre porque essa modalidade é mais interativa. No entanto, em minha pequena experiência utilizando música com meus pacientes de Psicologia, observo que em alguns momentos a pessoa pode querer ouvir a música gravada, pois ela quer ouvir idêntica à versão original, conforme está na mente dela”.

Vinícius Kolansky encerra a entrevista citando a famosa afirmação de Friedrich Nietzsche: “Sem música, a vida seria um erro”. Eu concordo!

> Dica de um belíssimo documentário sobre o tema: ‘Alive Inside’.

Até a próxima!

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Tecnologia Assistiva e o acesso à informação

A Tecnologia Assistiva, como já falamos aqui no Blog Civiam, é representada por quaisquer soluções, produtos, meios que ajudem a proporcionar mais qualidade de vida às pessoas com deficiência. Para os deficientes visuais existem os tradicionais reglete, máquina de escrever e outros dispositivos de leitura e escrita em Braille – como também produtos mais recentes. Hoje falamos sobre a leitura por meio de voz sintetizada.

scanner_com_vozO scanner de voz é um dispositivo para pessoas cegas ou com baixa visão que reproduz o conteúdo de textos impressos (livros, cadernos, etc) para áudio. Ou seja, ele faz a leitura de quaisquer documentos impressos por meio de um sintetizador de voz. O que proporciona a uma pessoa com deficiência visual a manutenção de um cotidiano de trabalho e/ou lazer quando precisar da leitura para isso. Livros antigos que alguém quer reler; documentos importantes do dia a dia; notícias e muito mais. De maneira geral, um scanner de voz possui configurações que permitem a seleção personalizada de velocidade da leitura; a escolha da repetição de determinada parte do texto; a soletração de palavras, etc.

E que a leitura e a absorção de conhecimentos sejam acessíveis a todos, sempre!

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