Gratidão – um sentimento universal que faz bem à saúde.

Como ela é vista na Índia? Como é celebrada no Japão?

Desde 1965 celebra-se, em 21 de setembro, o Dia Mundial da Gratidão. Esta data passou a fazer parte do calendário de cada vez mais países depois de um encontro de pessoas de diferentes partes do mundo, no Havaí, onde se decidiu que seria bom ter um dia especial todos os anos para pensarmos nisso.

A gratidão é um sentimento. Diferente de agradecimento, que pode ser algo mais formal, como parte de regras de boa convivência social, e não necessariamente genuíno.

crédito da imagem: MDR

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É nos sentirmos felizes por (grandes) pequenas coisas do cotidiano. Reconhecermos que há coisas boas no mundo. Mesmo que nem sempre sejamos nós os recipientes diretos delas. É sabermos que não há garantias e entendermos a vida pelo que realmente é. Um presente. A cada dia. Com a boa saúde; com o lar que habitamos; a família e amigos que estão (fisicamente ou não) perto, com amor. E tudo o que faz seguirmos em frente. A própria gratidão coloca mais qualidade na vida de qualquer pessoa. Inibe a estagnação. E além: um estudo de 2015 publicado pela American Psychological Association (aqui, em inglês) concluiu que sentir gratidão e reconhecer este sentimento resultam em melhora na saúde mental e física de pacientes com insuficiência cardíaca assintomática.

Outro estudo (também em inglês) mostra que adolescentes que aprenderam a sentir gratidão desde cedo têm mais chances de uma vida feliz, com maior capacidade de ver o lado positivo das coisas – e menor possibilidade de abuso de drogas e outros problemas.

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Kinro Kansha no Hi, o Dia de Ação de Graças japonês. Ilustração de Dionnie Takahashi.

Ao redor do mundo, países têm suas próprias datas e maneiras de celebrar a gratidão. Por boa parte do globo terrestre, ela vem com um abraço, ou uma mensagem carinhosa; uma homenagem, um presente. Mas na Índia, por exemplo, pressupõe-se que quem tem parentes e amigos próximos com certeza terá apoio para o que necessitar, caso necessite. E, por isso, a cultura de lá traduz que não devemos verbalizar a gratidão para pessoas próximas. Caso contrário, as tratamos como desconhecidas.

No Japão comemora-se, em 23 de novembro, o ‘Kinro Kansha no Hi’, ou o ‘Labour Thanksgiving’, que é um dia de Ação de Graças mais direcionado ao resultado do trabalho de um ano inteiro, e aos frutos que isso gerou. Com algumas mudanças em sua concepção, a data é comemorada há séculos – e algumas pesquisas dizem que há mais de dois milênios.

A gratidão, aliás, não é sentimento exclusivo dos humanos. Constatação comum de quem adotou animais abandonados, que outrora estavam à mercê de violência nas ruas, é que o comportamento destes bichinhos frequentemente demonstra gratidão pelo resgate. E é isso mesmo.

Sejamos gratos.

Até a próxima!

 

 

 

 

 

 

 

 

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De onde vêm os idiomas falados pelo mundo? Um pouquinho sobre a história do que se fala nos países do globo terrestre

De quantos filmes ou séries que você já assistiu, e gostou, você consegue se lembrar agora? Livros? Será que neste acervo há alguma obra que foi originalmente escrita em outro idioma? É certo que hoje em dia o inglês é o idioma mais popular no mundo. Mas a língua inglesa era muito diferente em seu início. E, apesar de parecer tão diferente de idiomas como, por exemplo, o alemão ou o sueco; estas línguas e grande parte das outras têm uma origem em comum. Um idioma-matriz.

O texto de hoje é para falar um pouquinho, em Português Brasileiro, das famílias linguísticas – com uma pitada de especulação quanto às suas origens, uma vez que não há registros suficientes nem para que os grandes pesquisadores cheguem a uma conclusão definitiva.

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Árvore genealógica dos idiomas indo-europeus e urálicos. Ilustração de Minna Sundberg.

Mas há um consenso, após séculos de pesquisas, de que a maior parte dos idiomas e dialetos existentes no mundo hoje tem origem indo-europeia, bastante espalhados pela Europa e Américas, e também pela Ásia e Oceania – e um pouco da África.

Outra porção porém, menor, de vernáculos usados no mundo – especificamente no continente europeu, deriva do urálico: finlandês; húngaro e estoniano – dentre outros.

A colonização é uma das principais responsáveis pela distribuição e ramificação dos idiomas indo-europeus pelo mundo, claro. O continente africano recebeu esta influência mas também representa uma das maiores variedades de línguas e dialetos próprios. Tão grande, que os idiomas africanos são separados em quatro grupos: afro-asiáticos, khoisan, nilo-saarianos e nigero-congoleses, em um total de cerca de dois mil.

Quanto às origens e à época do surgimento do indo-europeu: aqui está o ponto onde a controvérsia é maior. Alguns estudos dizem que ele apareceu entre 5000 e 3000 aC, nas estepes acima do Mar Negro. Outra teoria diz que o indo-europeu começou a ser falado há mais de nove milênios na Anatólia (hoje parte da Turquia).

O idioma urálico mais certamente veio, conforme seu nome, dos Montes Urais, região que fica dentro da Rússia.

 

Inglês é a língua mais falada hoje?

Não. Apesar de ser a mais popular, conforme mencionado no início do texto, mandarim é o idioma mais falado no mundo, por ser a língua nativa da China, o país com maior população do globo terrestre. No decorrer de milênios de história, outros idiomas usados por grupos menores foram extintos pelo mundo.

Curiosidade: o idioma basco, do País Basco, é uma exceção das árvores genealógicas linguísticas: ele é considerado um idioma isolado. Ou, pelo menos, de origem desconhecida – não tem ligação com nenhum dos grupos linguísticos estabelecidos.

No Brasil, não se fala apenas português. Existem cerca de 180 idiomas indígenas por aqui. E até mesmo da época de nossos avós para os dias atuais, podemos reparar que já ocorreram mudanças nas grafias de algumas palavras; alguns termos caíram em desuso, e outros não. Idiomas estão em constante mutação, e de certa forma marcam época. Mas é muito enriquecedor conhecer o máximo possível de tudo isso.

Há muito mais o que ser falado sobre este assunto. É realmente um tema que tem muitas histórias, lendas, teorias e suposições em sua órbita. E, como li em algum lugar, somente uma máquina do tempo para nos esclarecer tudo. Mas é fascinante saber que, em tanta multiplicidade, há muito mais semelhanças do que às vezes entendemos.

E, enfim, quantas línguas são faladas hoje? Segundo um estudo da Ethnologue (em inglês), um pouco mais de sete mil!!!

Até a próxima!
Tot volgende keer!

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Musicoterapia: trilha sonora como meio de aprimorar a qualidade de vida – entrevista com Vinícius Kolansky Rocha Bitencourt

“A música faz parte da nossa formação como pessoa desde o útero”, por isso, explica Vinícius Kolansky Rocha Bitencourt, ela é um bom recurso para se trabalhar a questão da identidade.

crédito da imagem: Michael Rossato-Bennett

Ou seja: cada um tem seu gosto musical, mas é raríssimo encontramos alguém que não goste de música – com mais ou menos intensidade. Por meio das trilhas sonoras da vida, já choramos; ficamos felizes; sentimos saudades; sonhamos; ‘expulsamos’ os problemas cantando alto; pulando, enfim… Alguém aí se identifica?

Vínicius, 24, é psicólogo e pós-graduando em Musicoterapia – profissão que começou a tomar forma em meados dos anos 40, após a Segunda Guerra Mundial, para ajudar a alegrar os combatentes hospitalizados. Ele explica mais: “Musicoterapia é o uso da música e seus elementos (ritmo, melodia, harmonia e som) como fios condutores de um processo terapêutico. Diferentemente do uso da música pontualmente por outros profissionais da saúde, o musicoterapeuta irá utilizar a música como principal canal de comunicação. Sua finalidade é a saúde integral, sendo, portanto, uma disciplina holística e interdisciplinar por natureza. Os objetivos podem variar a depender do público. Por exemplo, em casos de Parkinson, a marcha (caminhar consistente) costuma ser uma das principais metas, já no autismo o vínculo por si só já é uma meta. Mas quem vai nos dizer qual a necessidade do paciente é ele próprio”.

O profissional conta também sobre o efeito da música como meio de ativar memórias até mesmo de pessoas com Alzheimer: “A explicação para isso está na forma como a música é processada no cérebro. Quando se observa por imagem o cérebro no momento em que uma pessoa fala, as regiões mais ativas são a área de Broca e a área de Wernicke, porém quando se observa o cérebro de uma pessoa ouvindo a um concerto ou tocando um instrumento, existem inúmeras áreas ativas. Ou seja, a música não tem uma área especifica – ela está por praticamente todo o cérebro. Por essa razão, as músicas que marcaram a vida estão entre as últimas coisas que uma pessoa com Alzheimer esquece”. No entanto ele enfatiza que o alcance disso, embora significativo, é limitado, e que o Alzheimer é uma doença degenerativa ainda sem cura conhecida.

Então, atenção! Como a música está diretamente relacionada à memória afetiva (Kolansky explica que existem efeitos consideráveis no sistema límbico, ou seja, no campo das emoções); ela pode exercer efeito contrário ao desejado. “São os chamados efeitos iatrogênicos. Por este motivo, antes de atender uma pessoa e no decorrer dos atendimentos, o musicoterapeuta deve conhecer bem a história sonora e a história pessoal de seu paciente. Parece simples apenas colocar uma música para o paciente ouvir, mas a audição musical é uma das técnicas que mais requerem cuidado, pois ela pode ter efeitos desastrosos se mal utilizada”.

Nem sempre sabemos o motivo de uma música nos deixar com raiva, tristes ou outra coisa; mas isso é assunto muito sério quando se fala em musicoterapia.

Formação e Tipos de Atendimentos
Hoje ainda existem poucos cursos de musicoterapia no Brasil, que estão disponíveis via bacharelado ou pós-graduação. Neste link, alguns cursos pelo país.

O psicólogo e pós-graduando em musicoterapia Vinícius Kolansky

O psicólogo e pós-graduando em musicoterapia Vinícius Kolansky

Há diversas maneiras nas quais um profissional da área pode trabalhar. Com atendimentos clínicos/hospitalares – com pessoas nos mais diversos diagnósticos, dentre os já citados e às vezes em parceria com profissionais de outras especialidades, por exemplo. Também em enfoques sociais, onde a música é um energizador, trazendo pulsão de vida, de maneira a ajudar o indivíduo a se comunicar com o mundo externo; e com atendimentos de psicoprofilaxia (desenvolvimento das potencialidades, com finalidades profissionais e sociais). Dentre outros.

Uma boa notícia para o crescimento da musicoterapia no Brasil é que este ano o Ministério da Saúde a incluiu (junto a outros 13 procedimentos) na Política Nacional de Práticas Integrativas (PICs) do SUS. Portanto, este tratamento passou a ser oferecido também pela rede pública de saúde. Leia aqui.

 

Alguns Fatores Relevantes

desenho de autoria desconhecida

desenho de autoria desconhecida

Na musicoterapia, podem existir diferenças quanto ao efeito da música do ponto de vista de quem ouve e de quem toca um instrumento. “Quando a pessoa está tocando ela tem a possibilidade de se expressar de forma singular. Mas é claro, a audição musical tem suas vantagens também. E existem alguns estudos que afirmam que o corpo caloso (região responsável por ligar um hemisfério do cérebro ao outro) de músicos profissionais é mais desenvolvido do que o corpo caloso de não-músicos”, diz Vinícius Kolansky.

Música Ao Vivo ou Gravada? As duas. Estudos afirmam que a música ao vivo tem mais capacidade de captar a atenção e engajamento do paciente. “Para mim, isso ocorre porque essa modalidade é mais interativa. No entanto, em minha pequena experiência utilizando música com meus pacientes de Psicologia, observo que em alguns momentos a pessoa pode querer ouvir a música gravada, pois ela quer ouvir idêntica à versão original, conforme está na mente dela”.

Vinícius Kolansky encerra a entrevista citando a famosa afirmação de Friedrich Nietzsche: “Sem música, a vida seria um erro”. Eu concordo!

> Dica de um belíssimo documentário sobre o tema: ‘Alive Inside’.

Até a próxima!

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Tecnologia Assistiva e o acesso à informação

A Tecnologia Assistiva, como já falamos aqui no Blog Civiam, é representada por quaisquer soluções, produtos, meios que ajudem a proporcionar mais qualidade de vida às pessoas com deficiência. Para os deficientes visuais existem os tradicionais reglete, máquina de escrever e outros dispositivos de leitura e escrita em Braille – como também produtos mais recentes. Hoje falamos sobre a leitura por meio de voz sintetizada.

scanner_com_vozO scanner de voz é um dispositivo para pessoas cegas ou com baixa visão que reproduz o conteúdo de textos impressos (livros, cadernos, etc) para áudio. Ou seja, ele faz a leitura de quaisquer documentos impressos por meio de um sintetizador de voz. O que proporciona a uma pessoa com deficiência visual a manutenção de um cotidiano de trabalho e/ou lazer quando precisar da leitura para isso. Livros antigos que alguém quer reler; documentos importantes do dia a dia; notícias e muito mais. De maneira geral, um scanner de voz possui configurações que permitem a seleção personalizada de velocidade da leitura; a escolha da repetição de determinada parte do texto; a soletração de palavras, etc.

E que a leitura e a absorção de conhecimentos sejam acessíveis a todos, sempre!

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Tablet Acessível

Hoje é quase impossível imaginar a vida sem a tecnologia que está dentro dos nossos smartphones, tablets, etc – e grande parte da nossa comunicação atualmente acontece por meios digitais. Muitas coisas boas vêm desta modernidade. Mas algumas coisas são tão boas, que ajudam a melhorar a vida de muitas pessoas.

tablet-acessivelEste texto é para falar do tablet acessível. É uma solução para comunicação alternativa que estimula a alfabetização de pessoas com dificuldade de comunicação. É leve, compacto e permite aos professores, mães/pais e cuidadores a personalização do uso com diferentes métodos de acesso (varredura/touch) e um conjunto de softwares. Oferece acesso à internet e muitos outros recursos para que o aprendizado aconteça da maneira mais fácil possível.

A praticidade estimula o uso além do ambiente escolar. Portanto, favorece a obtenção de resultados mais positivos e maiores.

Que a Educação e o acesso ao conhecimento estejam ao alcance de todos!

 

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Jay e a decisão de viver

traduzido de: https://www.tobiidynavox.com/en-US/users–conditions/user-stories/jay-smith/

jay_smith_road-720x480No instante em que você conhece Jay Smith, fica com a sensação de estar com um velho amigo. Nós recentemente conversamos com esse cara de 39 anos de Austin – Texas, para saber sobre as experiências dele como um ávido usuário do Tobii Dynavox PCEye Mini. Em algumas horas, ele nos enviou as respostas por e-mail com um título descontraído: “Howdy!”. Mestre em assuntos diversos, Jay, acima de tudo, valoriza sua família. As escolhas dele, quando pedimos para descrever-se em três palavras, foram: feliz, amoroso e determinado. E a sensação é a de que Jay está determinado a se manter assim. Ele faz parecer fácil apesar – de ter recebido da vida alguns sérios desafios nos mais de três anos em que vive com ELA (Esclerose Lateral Amiotrófica), a condição progressivamente debilitante também conhecida como doença de Lou Gehrig.

“Mesmo com as minhas deficiências, ou talvez por causa delas, eu aproveito a vida ao máximo.”

Com o PCEye Mini, um dispositivo de rastreamento ocular um pouco maior que uma caneta, Jay pode controlar uma cadeira de rodas e também o controle da TV, as luzes, o termostato e a música em sua casa. Mais importante ainda, esta tecnologia o permite aproveitar destas coisas que tornam a vida completa, como conversar com sua esposa, Melissa Mekosh, e ajudar suas filhas Loghan (9) e Peyton, (7) com a lição de casa. Jay tem um software que converte texto em fala no dispositivo.

Team Gleason, a fundação de caridade que o ex astro da NFL Steve Gleason criou durante sua própria batalha contra a ELA, comprou os dispositivos para Jay. Quando conectados a um computador padrão do Windows com o suporte separado do EyeMobile Mini, o PCEye Mini simula um teclado e mouse por meio do software Windows Control. Jay nos deu um grande presente quando nos enviou este vídeo,  que mostra como ele usa nossos produtos para controlar a cadeira de rodas com um método que criou usando o PCEye Mini, um software personalizado e uma plataforma de protótipos que permite a interação de dispositivos eletrônicos. Ele criou uma configuração familiar para controlar sua cama.

“Eu literalmente só não uso meu dispositivo quando estou dormindo. É importante não se limitar com o que se pode fazer com ele.”

jay_smith_maui-720x1080Jay gosta especialmente de, com a tecnologia, ter o poder de alcançar e tocar o mundo com suas ideias. Seu site www.every90minutes.org, leva a conscientização sobre a ELA a um outro nível. Sua fundação, a 90 Foundation, tem foco em pesquisa e cura do diagnóstico. Os nomes representam a estatística alarmante que aponta que uma pessoa é diagnosticada ou morre de ELA a cada 90 minutos. A coluna que Jay mantém no Huffington Post, por outro lado, coloca uma luz na nova realidade cotidiana que a ELA cria, incluindo o fato de que a vida continua sendo boa mesmo assim. Ele recebe muita inspiração de outras pessoas com deficiência que, como ele, estão determinadas a levar uma vida ativa. E de Melissa, seu amor de colégio – estão casados há 14 anos.

A raízes da vida profissional criativa de Jay foram criadas anos antes disso. Ele recebeu um diploma em Belas Artes da University of the Arts, na Filadélfia, onde estudou multimídia. Sua carreira musical um pouco fora do convencional começou com a invenção da Viditar. Um instrumento em formato de guitarra que tem botões e sensores que ele controlava para fazer samples de áudio e vídeo em tempo real. Após a graduação, Jay tocou com a banda de rock Sinch em turnê pelos EUA durante alguns anos. Ele também era professor de universidade, trabalho que achava muito gratificante.

Ao notar uma futuro incerto para músicos, Jay fundou a Livid Instruments, uma empresa que desenvolve equipamento e instrumentos musicais inovadores. Trabalhou lá por mais de dez anos, antes do diagnóstico, e hoje em dia continua lá como membro do conselho. Feliz em ter alguns nomes famosos da indústria musical como clientes, Jay ficou muito feliz em em ter recebido o prêmio Popular Science Award de 2014 pela invenção da Guitar Wing, um controle sem fio para guitarras ou baixos elétricos.

Mesmo sendo a tecnologia uma guia em sua vida, ele sente sua alma e espírito nas pessoas e lugares. “Viajar é certamente o que mais gosto de fazer, especialmente com a minha família.” Eles já viajaram de costa a costa dos Estados Unidos – e além. Jay lembra que mesmo assim não há melhor lugar que o lar. Nativo da capital de Nova York, Jay se apaixonou por Austin enquanto estava em turnê, em 2002. Em dois anos, estabeleceu sua casa e trabalho lá. “Meu coração está no Texas.”

Pode-se notar nas fotos do Facebook do Every 90 Minutes que os Smiths são uma turma festiva onde quer que a vida os leve. É também óbvio que o quão bem eles cuidam uns dos outros: seja Jay de suas filhas na praia; rindo com sua esposa ou aceitando a ajuda delas. Os quatro sentam-se para o jantar como uma família diariamente, apesar de Jay não mais poder se alimentar pela boca. Jay e Melissa passam tempo juntos depois que as meninas vão dormir.

“Eu admiro muito o altruísmo dela e quero ser cada vez mais como ela”, diz Jay sobre sua esposa. Sabendo que ser pai é sua função principal, Jay se sente alegre em ver suas filhas crescendo. “Quero muito ser avô algum dia.”

 

 

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Improvisação Musical com o Skoog! 

traduzido de: http://skoogmusic.com/blog/jamming-with-skoog/

‘Olá! Meu nome é Matthew Dear, tenho treinamento completo no Sounds Of Intent (um projeto que tem como objetivo promover o desenvolvimento musical de crianças e jovens com dificuldades de aprendizado) e atualmente estou trabalhando em uma ONG na China, onde eu uso o Skoog com meus alunos!’

Screen-Shot-2017-08-08-at-16.13.24Na foto, GG. Um aluno com autismo aqui na China. O GG fala algumas palavras mas, fora isso, ele é não-verbal. Ele ama ritmos e gosta particularmente de tocar o djembe acompanhando a música ‘We Will Rock You’, do Queen.

No início, instalamos o Skoog para tocar a melodia principal da ‘We Will Rock You’ com a música tocando por meio da biblioteca do iTunes no Skoog. GG foi lentamente aprendendo a seguir as cores no Skoog.

Em outra sessão, esta atividade o levou a improvisar no Skoog, e eu fui acompanhando no piano. Houve uma mudança notável em sua linguagem corporal: ele foi ficando mais animado e também começou a emitir mais sons vocais. Foi uma      experiência maravilhosa, vê-lo interagindo livremente.

Isso mostrou como o Skoog pode abrir uma nova dimensão para a autoexpressão e para se fazer música.

Agora estamos explorando outros sons para saber do que ele gosta, e continuamos desenvolvendo a improvisação.

Viva a música!

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Timocco: dicas de jogos para dias chuvosos

traduzido de: https://www.timocco.com/smile-its-springtime-rainy-day-recommendations/

 

> Muito molhado para andar de bike? Tente o jogo Riding Along!

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O jogo da bicicleta, Riding Along, é um ótimo exercício que tem como objetivo  pedalar uma bicicleta e seguir as regras das ruas. As habilidades em foco neste jogo   são a coordenação bilateral; a coordenação de mãos-olhos; controle e precisão motores e também o fortalecimento da parte superior do corpo. Há perigos a prestar atenção durante o caminho, como humanos e animais atravessando a rua. Há também áreas bônus onde, se o jogador diminuir a velocidade ou acelerar, pode chegar a novos trehos do caminho. O Riding Along não é somente divertido – ele também é uma ótima versão virtual da atividade de pedalar bicicletas para jogadores que não possam (ou que possam) realmente praticar nas ruas.

 

 

> O campo de futebol está encharcado? Tente o Goal Keeper!

Screen-Shot-2017-05-10-at-12.33.06-PMSe o jogador de Timocco preso em casa pela chuva for fã de futebol, então esta é uma boa opção para exercitar o ofício de goleiro. Este jogo é ótimo para trabalhar noções de tempo e atenção assim como percepção espacial e de profundidade. O(a) jogador(a) deverá bloquear as bolar enquanto todos no estádio observam. É um jogo ideal para trabalhar objetivos funcionais enquanto se brinca de ser goleiro.

 

 

 

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5 maneiras de ajudar uma criança cega a desenvolver habilidades sociais

traduzido de: http://www.perkins.org/stories/5-ways-to-help-a-child-who-is-blind-develop-social-skills

De praticar o contato visual a ter conversas casuais, um professor da Perkins compartilha coisas essenciais que pais e mães podem reforçar em casa

 por: KAREN SHIH

Se você é uma pessoa cega, como sabe para onde olhar quando alguém está falando com você? Ou quando fazer um aperto de mão? Ou o que significa “espaço pessoal”?

Boas habilidades sociais podem ajudar crianças cegas a estabelecerem e manterem relações sociais; a alcançarem sucesso acadêmico e profissional.

Boas habilidades sociais podem ajudar crianças cegas a estabelecerem e manterem relações sociais; a alcançarem sucesso acadêmico e profissional.

Estas são apenas algumas das habilidades que crianças cegas devem especificamente aprender, já que não têm o benefício de observar as ações e reações de seus familiares e amigos em situações sociais. “Nunca é muito cedo e nunca é muito tarde para o aprendizado de habilidades sociais”, disse Jeff Migliozzi, que é professor para alunos de colegial na Perkins School for the Blind. “Quando se trata disso, cada indivíduo deve falar por si mesmo, para ter acesso ao mundo à sua volta, para fazer estas conexões.”

Mesmo que habilidades sociais sejam ensinadas na Perkins como parte do Expanded Core Curriculum (ECC) [currículo fundamental expandido] – habilidades específicas para pessoas com deficiência visual precisam ser bem trabalhadas na escola, no trabalho e na vida cotidiana. Pais e mães também têm papel essencial em ajudar a desenvolver as habilidades intrapessoais de seus filhos.

Abaixo, listamos cinco maneiras com as quais você pode ajudar seu(ua) filho(a) a ter este sucesso social, conforme sugerido por Migliozzi em um recente webinar:

1 – Coloque seu filho em diferentes situações sociais: Dê oportunidades para a participação em situações com outras pessoas da comunidade. Isso pode incluir perguntar sobre um caminho, dizer “com licença” quando estiver passando por um local com muita gente, ou cumprimentar, por exemplo, os pais de um amigo(a) quando ele ou ela visita sua casa.

2 – Explique gestos sociais: Uma criança cega não pode ver uma piscadela ou um aceno, então você deve explicar o que isso significa e quando é apropriado. Assim, a criança pode incorporar este gestos em seu “kit” de comunicação, e entenderá o significado quando se deparar com tais comportamentos em situações sociais ou em um livro, em uma audiodescrição de filme, etc.

3 – Pratique comunicação verbal e não-verbal em casa: Se sua(eu) filha(o) comete ocasionais gafes sociais como comentários inapropriadamente altos ou como usar o espaço pessoal de outra pessoa, dedique tempo em casa para explicar e mostrar comportamentos mais usados socialmente. Você pode também praticar interações não-verbais, como apertos de mão e contato visual, e também interações verbais: conversar sobre fatos atuais, por exemplo; chamar alguém para sair ou responder a perguntas como em uma entrevista de trabalho.

4 – Faça parcerias com educadores para desenvolver um plano: Se você trabalhar com educadores, terapeutas e assistentes sociais em um plano educacional individualizado, certifique-se de incorporar habilidades sociais. Converse regularmente com os educadores da criança para garantir que estão todos na mesma página sobre as habilidades específicas nas quais a criança está trabalhando; e sobre como eles podem ajudar a criança a alcançar seus objetivos.

5 – Reforce a ideia da reciprocidade: Crianças com deficiência visual ou outras deficiências frequentemente recebem atenção extra de seus parentes, professores e amigos. Lembre-os que é uma via de dois sentidos, e que é importante dar tanto quanto receber. Isso pode variar do básico, como dizer “por favor” e “obrigada” a cuidadores – até conceitos mais complexos, como pedir para que pensem sobre os hobbies e interesses de um parente para que possam, assim, escolher um presente da aniversário relevante, por exemplo.

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Música na prática para pessoas cegas – entrevista com o professor de música da Perkins

traduzido de : http://www.perkins.org/stories/magazine/qanda-making-music-at-perkins

por: KAREN SHIH

Uma conversa com Arnie Harris, que há 3 décadas é professor de música na Perkins School for the Blind. Neste entrevista publicada originalmente pela Perkins, ele conta sobre o que já ensinou e aprendeu nos últimos 30 anos

Arnie Harris QA

O professor de música Arnie Harris desenvolveu maneiras criativas de tornar instrumentos acessíveis aos alunos

Qual o seu método para ensinar música?
Eu nunca senti nenhuma diferença ao ensinar aqui ou nas outras escolas. Música é algo muito importante para estes alunos. Eles ouvem música o tempo todo. Para mim, é um estímulo intelectual, e acho que é o mesmo para eles. Eu ensino as músicas aos coros por hábito (memorização) e uso impressos em braille das letras como um reforço. Com instrumentos, que podem variar da flauta à bateria e à guitarra de cordas de aço – o desafio é onde colocar os dedos e mãos. Eu uso bastante o velcro para direcionar os alunos.

Porque é importante para os alunos da Perkins fazer parcerias com grupos de fora?
Música é tocar com outras pessoas. Nossos coros e orquestras têm colaborações ativas e longas com muitos grupos locais de adultos, que participam de concertos com a Cambridge Symphony Orchestra; com a Chorus Pro Musica; Emmanuel Music; Vocal Revolution e o grupo Revels. É uma ótima experiência para nossos alunos tocarem com todos estes músicos diferentes e excelentes. Eu também levo nosso coro de câmara a algum colégio local todos os anos. Nossos alunos estão o mesmo nível de habilidade dos alunos de colegial de escolas públicas, o que é ótimo para nossos alunos – e os alunos de lá.

O que você aprendeu com seus alunos no decorrer dos anos?
Eu tinha um aluno que queria tocar violino mas suas mãos não conseguiam fazer isso. Ele voltou sozinho um dia e disse: “Eu gostaria de tocar o QChord” (sistema eletrônico que reproduz sons de instrumentos de cordas, com ritmos pré-estabelecidos a selecionar e outras funções). Eu nunca tinha ouvido falar disso! Ele mesmo comprou e trouxe um. Tem botões e você pode tocar junto com um trackpad, o que proporciona a alunos que não conseguem manipular cordas uma chance para tocar estes instrumentos. Depois de um tempo, ele ainda queria tocar um violino. E sua mão direita podia empurrar as cordas para baixo e ele conseguia usar o arco com a mão esquerda (o oposto do uso tradicional), então que troquei a ordem das cordas. Agora ele está em nossa orquestra.

Qual a melhor parte de trabalhar na Perkins?
É um grande prazer ensinar música aqui. Além de ensinar todas estas pessoas talentosas e interessadas, trabalhar em colaboração com os outros professores no Secondary Program: Jennie O’Brien, Vera Dumova e John Buchanan, é a melhor parte. Para conseguirmos uma boa performance, precisamos do apoio de muitas pessoas: a administração, outros professores, famílias, pais e mães.

Obs.: Muitos músicos de reconhecimento nacional e mundial são pessoas com algum tipo de deficiência. É claro que nenhuma destas características pode impedir a manifestação artística. Neste texto do Blog Civiam, mencionamos alguns nomes muito reconhecidos na música com histórias admiráveis.

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